O Paraná é responsável por 43 milhões de toneladas da produção agrícola brasileira, sendo que 66% são enviados por transporte rodoviário de cargas, Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Fetranspar).
São produtos transportados por caminhoneiros autônomos ou contratados, que muitas vezes realizam o sonho de viajar o país, por meio da profissão. O caminhoneiro Marcos escolheu ser motorista, mas prestar serviços a uma empresa.

“Pela minha condição, casado com filho, aqui tenho escala de trabalho, salário fixo, plano de saúde, seguro de vida outros benefícios que agradam muito”, diz Marcos Fernando Andrzejeski.

Em época de safra, aproximadamente 18 mil caminhões saem do campo com destino às cooperativas do estado e também para o porto de Paranaguá. Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é rota de passagem, considerada um dos principais centros logísticos.

“Ponta Grossa e região tem 3.800 empresas quase 40 mil empregos diretos na área de transporte”, diz Sérgio Luiz Malucelli, presidente da Fetranspar.

O caminhoneiro José Carlos Kosmoski, de 63 anos, tinha o sonho de percorrer o Brasil dentro da boleia. O primeiro caminhão, ele comprou quando ainda era jovem.

“Aí comprei o caminhão, tinha vontade de conhecer São Paulo, fui pra lá desbravar”, contou.

O aposentado, que ainda se mantém na profissão, queria “crescer na vida”, constituir família, construir casa e encontrou no transporte a oportunidade de conquistar tudo isso e ainda viajar.

Movimento nas estradas

A transportadora do empresário Edis Moro Conche, com frota própria e 230 motoristas contratados, fica em Ponta Grossa. “A empresa tem 52 anos, atua no país todo, é movida principalmente pelo agronegócio”, diz.

Em 2020, a produção de soja no Paraná bateu recorde, atingindo a marca de 20 milhões de toneladas, resultado que ajudou a manter o transporte de cargas funcionando, apesar da crise econômica.

“Temos a fase de ouro, colheita de soja, milho, pego frete direto da fazenda, sem atravessador, é um frete melhorado”, diz o caminhoneiro José Carlos Kosmoski.

De cada dez caminhões que passam pelos Campos Gerais do estado, sete são ligados ao agronegócio, segundo a Fetranspar. No ano passado, o movimento foi 5% maior do que em 2019.

Nos primeiros meses de 2021, o crescimento passa de 19%, na comparação com 2019. “A gente tem esperança que com esse novo contrato de pedágio seja melhor pra toda a cadeia produtiva”, afirmou Edis Moro Conche.

Caminhoneiros que amam a profissão não pensam em parar: “Meu pai é motorista, tá no sangue, nasci no caminhão praticamente”, diz Marcos Fernando Andrzejeski.

Segundo Sérgio Luiz Malucelli, as melhorias no setor precisam continuar. “É preciso investir em toda a estrutura, não só anel de integração, mas nas vias que dão acesso. “disse.

 

Fonte: G1