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Portos do Paraná devem atingir a marca histórica de movimentação mesmo em ano de pandemia

Tudo indica que, nos próximos dias, os Portos do Paraná devem atingir a marca histórica de movimentação alcançada em 2019: 53 milhões de toneladas. A um mês de fechar o ano e com todas as adversidades enfrentadas em função da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Portos do Paraná deve encerrar 2020 com a maior movimentação de cargas da história.

A quebra contínua de recordes é consequência direta da gestão eficiente, que esta semana foi premiada como a melhor gestão pública de portos do país, pelo Ministério da Infraestrutura. A empresa paranaense também foi considerada a melhor do Brasil, na categoria Execução dos Investimentos Planejados, com índice de 81,8%.
Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, conquistar os prêmios valida o trabalho em execução e estimula para que novas melhorias sejam colocadas em prática. “Nós temos que entender os portos de forma mais consolidada. Os portos Brasil afora estão buscando melhorias, promovendo investimentos. Isso nos estimula a melhorar ainda mais, planejando o futuro dos portos paranaenses”, afirma Garcia.

A melhora na organização administrativa foi o pontapé inicial para todas as mudanças estabelecidas na empresa. Segundo Garcia, ao melhorar a organização administrativa, os portos paranaenses puderam começar o trabalho de planejamento. “Conseguimos nos adequar a todos os questionamentos existentes, incluindo Tribunal de Contas, Ministério Público, Agência Reguladora. Com tudo equalizado, conseguimos iniciar efetivamente o desenho do planejamento dos portos, coisa que não existia antes”, completa.

Com os investimentos feitos e projetos contratados, a atual gestão está desenhando o futuro dos portos paranaenses para os próximos 40 anos. Estão programados investimentos na ordem de R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura terrestre e marítima nos próximos anos. Somente no programa de dragagem continuada serão R$ 403,3 milhões nos próximos cinco anos. Também estão em andamento o projeto executivo do novo Corredor de Exportação; a reforma do Píer de Inflamáveis (R$ 28,5 milhões); e a derrocagem da Pedra da Palangana (R$ 23,2 milhões), entre outros. Além disso, o porto já entregou as obras de ampliação do cais e a modernização do berço 201, com investimentos de quase R$ 178 milhões. Antes disso, em 2019, foram entregues a recuperação da avenida Bento Rocha (R$ 15,9 milhões) e o novo viaduto da BR-277 (R$ 12,7 milhões).

A eficiência recém premiada possibilitou que o Paraná fosse o primeiro Estado do Brasil a ter a gestão descentralizada e assumir a administração dos contratos de exploração dos portos organizados. Com mais eficiência e autonomia, os portos do Paraná tem conseguido dar mais celeridade aos seus processos.

A autonomia já começou a dar frutos. No início deste ano, a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, venceu a concorrência pública e passará a administrar um terminal destinado à movimentação de carga geral em Paranaguá, em especial celulose. O aporte inicial foi de R$ 1 milhão e a empresa pretende fazer investimentos de R$ 130 milhões no local. O contrato de exploração de área é de 25 anos (prorrogáveis por mais 45 anos). Há duas décadas não aconteciam novos arrendamentos em Paranaguá. Os futuros arrendamentos serão controlados pela empresa pública Portos do Paraná, que é a única do País a ter essa possibilidade.

TECNOLOGIA – Em agosto desde ano, a Portos do Paraná contratou a Fundação Valenciaport, um centro de pesquisa, inovação e formação do setor logístico portuário, com sede no porto de Valência, na Espanha, e atuação em portos da Europa, América Latina, Ásia e Oriente Médio. Os projetos desenvolvidos em conjunto com a Valenciaport vão estruturar o Port Community System, uma plataforma de troca de dados da comunidade portuária, e do Port Collaborative Decision Making (PortCDM), um novo modelo de gerenciamento das operações marítimas, em tempo real, entre todos os agentes envolvidos nas operações de chegada e saída de navios. Além disso, a parceria discute questões de segurança digital e tecnologia de proteção de dados.

“Contratamos esta expertise para nos ajudar a desenhar um ambiente tecnológico forte, que nos permita trabalhar todas as informações que circulam no ambiente portuário, hoje de forma dispersa, para que possamos consolidá-las numa única base e, com isso, ter fluxo de informações para que a tomada de decisão seja baseada em fatos e números e não na emoção”, explica Garcia.

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12.01.2020

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