A balança comercial registrou superávit de US$ 366 milhões e corrente de comércio de US$ 9,747 bilhões na terceira semana de dezembro de 2021, informou o Governo Federal, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, na segunda-feira (20/12). O saldo foi resultado de exportações no valor de US$ 5,057 bilhões e importações de US$ 4,69 bilhões.

No mês de dezembro, as exportações somam US$ 14,686 bilhões e as importações, US$ 12,514 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,172 bilhões e corrente de comércio de US$ 27,2 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 270,715 bilhões e as importações, US$ 211,483 bilhões, com saldo positivo de US$ 59,232 bilhões e corrente de comércio de US$ 482,197 bilhões.

Acesse o resultado da balança comercial brasileira na terceira semana de dezembro 

Médias

Nas exportações, foi registrado crescimento de 34,7% na comparação das médias até a terceira semana de dezembro de 2021 (US$ 1,130 bilhão) com a de dezembro de 2020 (US$ 838,71 milhões). Já em relação às importações, nesse mesmo período comparativo, houve aumento de 34,5% (de US$ 715,84 milhões para US$ 962,62 milhões).

Até a terceira semana de dezembro de 2021, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,092 bilhões e o saldo, US$ 167,08 milhões. Na comparação desse período com a média de dezembro de 2020 foi registrado crescimento de 34,6% na corrente de comércio.

Exportações

Nas exportações, o desempenho dos setores, por média diária, no acumulado até a terceira semana de dezembro de 2021, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, cresceu 53,2% (US$ 58,44 milhões) em agropecuária; 27,8% (us$ 62,26 milhões) em indústria extrativa e 33,5% (us$ 168,14 milhões) em produtos da indústria da transformação.

Na agropecuária, o aumento das exportações foi puxado principalmente pelo crescimento nas vendas de soja, trigo e centeio não moídos e café não torrado. Os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus e os minérios de cobre e seus concentrados lideraram na indústria extrativa. Na indústria de transformação, os produtos semi acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, os farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais foram os principais responsáveis pelo crescimento.

Importações

Já as importações tiveram, em setores e produtos, o seguinte desempenho, também considerando-se a média diária no acumulado até a terceira semana de dezembro de 2021 em comparação com o mesmo mês do ano anterior: crescimento de 27,4% (US$ 5,02 milhões) em agropecuária; 171,4% (us$ 38 milhões) em indústria extrativa e 28,7% (us$ 190,48 milhões) em produtos da indústria de transformação.

O aumento nas importações teve como principal fator o crescimentos dos seguintes produtos, entre outros: na agropecuária, o milho não moído, exceto milho doce; trigo e centeio não moídos e o cacau em bruto ou torrado; na indústria extrativa, os líderes foram o gás natural, liquefeito ou não; o carvão, mesmo em, pó, mas não aglomerado, e outros minérios e concentrados dos metais de base; e, na indústria de transformação, os principais produtos a puxar as importações foram os adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos); as válvulas e tubos termiônicas; e os medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários.

Fonte: Ministério da Economia