Marcon Logística Portuária

Especialista da Interseas analisa efeitos da pandemia no transporte marítimo internacional

O ano de 2021 começou com muitos desafios: falta de espaço, de equipamentos e alta nos valores do frete internacional oriundo da Ásia, chegando a custar US$ 10 mil  o container.

Para importações vindas do oriente, nos últimos meses, a tarifa dos fretes apresentou baixa nos valores. Porém, novos fatores prometem afetar ainda mais esse cenário.

Essas consequências já podem ser identificadas em algumas situações. Exemplo disso, é um novo aumento nas tarifas e a falta de equipamentos e aumento das tarifas, quando a origem é a Europa.

Evandro Ardigó, especialista em logística internacional, com mais de 20 anos de vivência neste segmento, conversou com a equipe da Interseas e a partir das suas experiências, trouxe um panorama do mercado internacional atual.

Confira a entrevista completa!

Interseas: Qual a principal consequência da pandemia na demanda por transporte internacional marítimo, até este momento?

Evandro Ardigó: A principal consequência foi o aumento do valor em até 400% devido a demanda reprimida.

Interseas: Podemos esperar redução na tarifa de frete na importação?

Evandro Ardigó: A tendência era de queda na tarifa de importação da Ásia, pois já vinha caindo desde a segunda quinzena de janeiro deste ano. No entanto, essa queda foi interrompida e as tarifas voltaram a subir devido à crise gerada pelo acontecido no canal de Suez.   

Interseas: Na exportação também podemos identificar a falta de equipamentos e tarifas elevadas. Você pode explicar as causas dessa situação?

Evandro Ardigó: Devido ao lockdown do ano passado, houve uma quebra na cadeia de suprimentos. A depreciação do real frente ao dólar tornou o produto fabricado no Brasil muito competitivo e aumentou o volume de exportação. Muitos exportadores estão preferindo exportar, ao invés de investir mais no mercado interno.

Interseas: De que forma o ocorrido no canal de Suez, que responde pelo tráfego de 10% do comércio marítimo e faz rota com a Europa e costa leste americana, além da Ásia, nos afeta aqui no Brasil?

Evandro Ardigó: Falando em Ásia, afeta porque haverá uma quebra no estoque de contêineres vazios. Os navios que vinham da Europa e estão atrasados, não irão descarregar os containers na Ásia conforme programado e, consequentemente, faltará contêineres. Estaremos competindo pelos mesmos contêineres vazios com o resto do mundo.

Interseas: E agora, diante de todo o cenário que estamos vivenciando, o que podemos esperar do mercado?

Evandro Ardigó:  Há um desabastecimento mundial na cadeia de suprimentos. A maioria das empresas do mundo todo ficaram com estoque baixo, no fim do primeiro semestre do ano passado. 

A situação não estava normalizada e não tínhamos uma visão de quando estaria. Agora, com a crise de Suez, podemos esperar que o mercado fique mais instável ainda. A sugestão que fica é não contar com uma baixa do valor do frete para níveis históricos, porque é improvável que isto aconteça a curto prazo e dentro do possível se programar e antecipar as suas reservas para não correr o risco de ficar sem produtos.

 

Fonte: Comex do Brasil

}

04.13.2021

Em Destaque

Relacionados

Quer saber mais?

Entre em Contato

Siga a Marcon

Mercado & Novidades

Últimas Notícias

jul 17 2024

Carteira de exportação do BNDES aprova volume 135% maior de créditos em 2024

O valor das aprovações de crédito para a linha BNDES EXIM Pré-Embarque, que financia as exportações de empresas nacionais, cresceu 135% no primeiro...
jul 16 2024

Exportações do Paraná para Ásia, África e Oriente Médio batem recorde no 1º semestre

O Paraná obteve no 1º semestre de 2024 o seu melhor desempenho nas vendas para os mercados do Oriente Médio, África e Sudeste Asiático , com maior...
jul 15 2024

Mercosul e Emirados Árabes Unidos iniciam negociações de um acordo de livre comércio

Representantes dos países membros do Mercosul e dos Emirados Árabes Unidos se reuniram em Assunção, entre os dias 2 e 4 de julho, e formalizaram  o...
jul 12 2024

Receita Federal aprimora Programa OEA-Integrado para facilitar operações internacionais

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a Portaria RFB nº 435, de 2 de julho de 2024, que estabelece novas regras para a participação de órgãos e...
jul 11 2024

Brasil e Palestina firmam acordo de livre comércio no âmbito do Mercosul

Em 3 de julho de 2024, o Brasil depositou sua carta de ratificação ao Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Estado da Palestina. A carta foi...
jul 10 2024

Exportação de soja do Brasil fecha 1º semestre com alta de 2,2%; milho recua 28%

A exportação de soja do Brasil fechou o primeiro semestre com alta de 2,23% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 64,15 milhões de...
jul 09 2024

Produção nacional de petróleo cresce 3,9% em maio

Em maio deste ano, houve aumento na produção de petróleo e na de gás natural, e também na produção do pré-sal. A produção total (petróleo + gás...
jul 08 2024

16,8 milhões de toneladas foram exportadas pelos portos do Paraná entre janeiro e maio

A exportação nos portos paranaenses cresceu 4% este ano em relação ao mesmo período do ano anterior, movimentando 16.861.765 toneladas, 715.435 a...
jul 05 2024

Banco Central eleva estimativa do PIB para 2,3% neste ano

O Banco Central (BC) elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 1,9% para 2,3%, segundo o relatório de inflação...
jul 04 2024

Colheita do milho da segunda safra paranaense alcança 42% da área

A colheita da segunda safra de milho 2023/24 avançou na última semana, chegando a 42% da área estimada em 2,42 milhões de hectares. Mas a Previsão...

Quem acredita na Marcon

Nossos Clientes