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Brasil registrou superávit de US$ 51 bilhões em 2020 e deverá ter um saldo e US$ 53 bilhões em 2021

A queda das importações em ritmo maior que o recuo das exportações fez a balança comercial encerrar 2020 com superávit maior do que em 2019. No ano passado, o Brasil exportou US$ 51 bilhões a mais do que importou, alta de 4,6% em relação ao superávit observado em 2019. Pelo critério da média diária, que divide o saldo total pelo número de dias úteis, o crescimento somou 7,1%. Os dados foram divulgados hoje (04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Para 2021, a previsão é de um superávit de US$ 53 bilhões, resultado de exportações no total de US$ 221 bilhões (alta de 5,3% em relação aos US$ 206,9 bilhões exportados em 2020) e importações da ordem de US$ 168,9 bilhões (superiores em 5,8% aos US$ 168,1 bilhões importados no ano passado). A corrente de comércio (exportações+ importações) deverá totalizar US$ 389,2 bilhões, com uma alta de 5,5% comparativamente com o fluxo de comércio de US$ 368,9 bilhões registrados no ano passado.

No ano passado, o superávit cresceu pela primeira vez depois de dois anos seguidos de queda. Em 2017, o indicador bateu recorde, atingindo US$ 66,989 bilhões. Depois disso, o superávit caiu para US$ 58,033 bilhões em 2018 e US$ 48,035 bilhões em 2019.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 209,972 bilhões, com recuo de 5,9% em relação a 2019 pelo critério da média diária. As importações somaram US$ 158,9 bilhões. Como as compras do exterior caíram mais do que as vendas, o saldo comercial cresceu no acumulado do ano.

Por causa da pandemia da covid-19, o Brasil passou a exportar menos à medida que o consumo mundial caiu. Em contrapartida, o país também passou a comprar menos do exterior por causa da alta de quase 30% do dólar no ano passado.

Queda em dezembro

O superávit da balança comercial poderia ter sido maior não fosse o desempenho de dezembro. No mês passado, o Brasil registrou saldo negativo, importando US$ 800,7 milhões a mais do que exportando.

O recuo das exportações em dezembro foi puxado pela agropecuária, cujas vendas para o exterior caíram 19,1% no mês passado em relação ao mesmo mês de 2019. Isso se deve à antecipação de embarques de diversos produtos, como soja (-91%) e arroz com casca ou bruto (-99,5%). Como as vendas se concentraram até novembro, os embarques caíram no mês seguinte.

As exportações da indústria extrativa encolheram 10,3% em dezembro, puxada por minérios de metais preciosos (-45,2%) e por óleos brutos de petróleo (-62,8%). Somente as exportações da indústria de transformação cresceram no mês passado, tendo subido 5,4% na comparação com dezembro de 2019. As principais altas foram registradas no açúcar processado, com aumento de 116,64%, no ouro processado (+61,5%) e nos combustíveis (+25,9%).

 

Fonte: Comex do Brasil / Agência Brasil

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01.12.2021

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