A 13ª reunião do Comitê Conjunto em Comércio, Promoção de Investimentos e Cooperação Industrial Brasil-Japão (MOE-METI, na sigla em inglês) foi marcada pela troca de experiências entre os dois países. Representando o governo brasileiro, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, presidiu o encontro nesta quinta-feira (17), na Japan House, em São Paulo (SP).

Da Costa destacou a importância da imigração japonesa para o Brasil, ressaltando que os laços nipo-brasileiros trouxeram influências para o país relacionadas à cultura do trabalho e também a características que se refletem nos mais diferentes campos, como arte, agricultura, culinária, esporte, entre outros.

O vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Comércio Exterior e Indústria do Japão (METI), Shigehiro Tanaka, representando a delegação japonesa, falou sobre os pontos de convergência entre as duas economias. Ele declarou que o Japão, como um dos membros mais antigos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apoia a acessão do Brasil à instituição.

“Apoiamos a entrada do Brasil o quanto antes na OCDE e também trabalhamos para fechar um acordo de livre comércio entre Mecorsul e Japão”, disse o vice-ministro. Segundo Tanaka, o Japão já tem acordos comerciais com 17 países para incentivar o crescimento econômico por meio dos fluxos de comércio.

O encontro bilateral foi dividido em dois momentos. Na primeira sessão, as duas delegações governamentais reforçaram as parcerias que estão sendo desenvolvidas para ampliar a cooperação em diversos setores.

Em seguida, a reunião foi aberta à participação de representantes de empresas dos dois países. Durante a conversa, governo e setor privado definiram prioridades e próximos passos em direção a uma maior integração econômica entre o Brasil e o Japão.

Investimentos

A influência do Japão no Brasil também pode ser medida, segundo Carlos Da Costa, pelo volume de investimentos estrangeiros diretos registrados. De acordo com o Banco Central (BC), o Japão ocupa a 9ª posição no ranking de principais países investidores no Brasil.

O estoque de investimentos japoneses no Brasil em 2016 (última atualização) foi de aproximadamente US$ 25 bilhões. Os principais segmentos a receber os aportes foram fabricação e montagem de veículos, reboques e carrocerias; atividades anexas e auxiliares do transporte e agências de viagem; fabricação de artigos de borracha e plástico; fabricação de produtos alimentícios e bebidas, entre outros.

Incentivo

Para incentivar novos investimentos japoneses no Brasil, o secretário Carlos Da Costa falou sobre as medidas que estão sendo implementas pelo atual governo rumo à melhoria do ambiente de negócios, geração de emprego e renda, e a uma maior integração ao mercado internacional.

“A interação global é parte do DNA do novo governo”, afirmou Da Costa. “Hoje o Brasil é o país da pequena empresa e estamos trabalhando muito para melhorar a competitividade dessas empresas. Isso também será feito com a parceria do Japão”, declarou.

Durante a reunião, o vice-ministro Shigehiro Tanaka informou que 70% das empresas japonesas também são de pequeno e médio portes. “Como o Japão tem recursos naturais escassos, conseguimos aumentar a produtividade das nossas empresas valorizando a educação básica”, informou o vice-ministro japonês.

Ao encerrar o encontro, Carlos Da Costa afirmou que Brasil e Japão iniciam um novo ciclo juntos. “Para a próxima edição, que será realizada no Japão, espero que tenhamos desafios ainda mais ambiciosos. Falamos aqui de qualificação profissional, convergência regulatória, acordo de livre comércio, e pesquisas realizadas em conjunto. Isso é possível pois temos valores semelhantes e convergentes que são a base de uma construção compartilhada”, finalizou.

Integraram a delegação brasileira o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Gustavo Ene; o secretário-adjunto de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Leonardo Lahud; e o subsecretário de investimento estrangeiro da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Renato Baumann; além da presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Angela Flores;  e do presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Claudio Vilar Furtado.

Fonte: Comex do Brasil / Ministério da Economia